sábado, 21 de junho de 2014

Amados desigualmente.

Não sei medir amores, então, não me pergunte se te amo mais do que ontem, ou mais do que meus livros, ou até mais do que a mim mesmo.
Eu amo você, puramente e intensamente. Mas não me peça pra medir esse sentimento.
Quando inventaram uma fita métrica que meça amores você pode me chamar que vou tentar medir. Pode ser que dê certo, que esse amor possa ser medido. Ou que não obtenhamos a resposta, afinal, corre o risco desse amor ser infinito. Mas até que o dia em que inventarem a "fita métrica do amor" chegue, pare de me atormentar com isso.
E, revertendo o jogo, quanto mede esse seu amor por mim? É tão intenso que chega a ser palpável? Isso chega até a ser engraçada porque eu deveria saber a resposta, mas não sei. O que acontece realmente é que você exige o que não pode dar e sinto que isso é uma doença que é causada por um vírus avassalador que infecta a população de casais desse mundo. Pouco são os sortudos que não se tornaram vítimas desse "vírus".
Espero que continuemos brilhando juntos, do mesmo lado, no mesmo time. Espero também que as respostas para algumas questões surjam. Mas a única coisa que não espero é que um dia passamos amar igualmente um ao outro, isso não aconteceria nem nos meus melhores sonhos.

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