A cidade no interior o fez diferente daquilo que ele precisava ser para receber o que o mundo guardou para ele. Mas, como tudo é predestinado,
domingo, 19 de outubro de 2014
sábado, 11 de outubro de 2014
Primeira Crônica
Mas nessa quarta-feira havia entretenimento de primeira linha, que ele nem sequer sonhava em saber que seria espectador e que assistiria de camarote.
Carlos Bruno não percebeu de logo o espetáculo, foi aos poucos se dando conta: havia uma garota em pé perto das portas centrais do ônibus (Carlos estava um pouco mais atrás, perto do cobrador de passagens) que não chamou muita atenção de início, mas aos poucos vai se tornando mais magnética, até atrair totalmente a atenção.
Era o cabelo castanho claro na altura dos ombros; o short jeans claro acima dos joelhos; o all star sem meias; os dois anéis nos dedos indicador e anelar, sem esmalte nas unhas; a bolsa pendurada apenas em um ombro; o jeito como balançava a cabeça enquanto escutava música pelo fone de ouvido. Tudo isso arrebatou Bruno de forma inteira e ele não tirou mais os olhos da principal atriz do espetáculo.
O climax aconteceu quando a garota amarrou os cabelos no alto da cabeça e deixou livre para o mundo a visão de sua nuca cheia de pequenos fios de cabelos rebeldes. Naquela cena, toda a bancada de jurados de qualquer prêmio para atores e atrizes cairiam aos pés da protagonista desse espetáculo.
Carlos Bruno se decidiu como corajoso e prometeu a si mesmo que se a garota descesse na sua mesma rua, perguntaria seu nome e pediria seu telefone. E para sorte de Bruno, a garota desceu na mesma parada e seguiu a mesma direção que ele. Ele foi logo atrás, olhando-a de forma desenvergonhada e tentando capturar cada detalhe. Era hora de agir, de chamar a atenção dela. Mas o que aconteceu com esse coração que batia forte no peito? Está descontrolado, nervoso e medroso. Ele a seguiu tentando encontrar coragem, e a seguiu e a seguiu.
Até que a garota chamou um táxi e entrou no carro rapidamente, sem que ao menos quem a seguia desse conta do que acontecia. Ele parou e viu o carro se distanciando na avenida, percebendo o quão incompetente em sua missão.
Carlos Bruno prometeu a si mesmo que se a visse de novo diria tudo o que sentiu e como ela é incomum e iluminada.
Carlos Bruno repetiu todas quartas-feiras o mesmo trajeto nos mesmos horário.
Carlos Bruno nunca mais viu a garota dos cabelos na altura dos ombros.
Um aviso
Espero que gostem dessa minha nova fase cultural rs.
Beijão :))
quarta-feira, 8 de outubro de 2014
Amor por aí
Há amor por aí nas cidades, dispersos, mas precisam ser catados e juntados. Eu ajudei a espalhar, pois eu sorri pra uma estranha, não prendi nenhum pássaro, nem atropelei nenhum gato. Agora as pessoas precisam
domingo, 5 de outubro de 2014
Futuro
Mas estou começando a perceber que meu presente é meu futuro que idealizei a alguns anos mas não está transcorrendo da forma que planejei. Está na hora de fazer com que meu futuro seja o que eu quero que aconteça.
Você se considera o que? Você se percebe na multidão e se ver diferente? Ou só mais um? A multidão é berço de mentes brilhantes que sabem que não são comuns e de mentes que se percebem iguais demais para arriscar.
Você tem medo de arriscar? Se sua resposta for sim, te desejo toda a sorte do mundo, pois você vai precisar. Se sua resposta é não, não te desejo muita coisa, só vou estar aqui para comemor sua vitória juntos.
Mas quem é dono da verdade absoluta? É quem arrisca. Serei dono da minha verdade absoluta e do meu futuro.
sexta-feira, 3 de outubro de 2014
Imagina Só
Como costumo falar demais e pagar com a língua como ninguém, imagina só, hoje senti sua falta. Mas não foi algo avassalador, não se anime, foi apenas um vento frio no coração. Isso veio de forma simples, quando estava indo pra parada de ônibus e escutei sair de alguma loja de móveis aquela música que nos uniu na primavera. Mas foi só uma saudadizinha, de nada. Mas me senti estranho, logo hoje onde na véspera beijei uma boca que não era a sua, me vem esse sentimento.
Eu não deveria sentir falta. Então, não deixarei vencer.
Só espero não escutar aquela música assim de repente, vai que acontece novamente e o passado volta a pedir para se tornar presente.
Tenho medo de ceder.