Era uma manhã de sábado e eu estava fazendo uma fachina no meu quarto. Daí fui retirar a poeira dos meus livros. Um milhão de coisas passaram pela minha cabeça quando peguei aquele livro que você me deu no nosso aniversário de namoro. Lembrei do quanto eu havia gostado dele e do sentimento que senti ao recebê-lo de você e resolvi reler alguns trechos que eu tanto tinha gostado. Foi quando encontrei uma velha fotografia nossa logo na primeira página. Nós estávamos sorrindo e abraçados e parecia que havia acontecido em outra vida.
Continuei olhando pra aquela foto e pensando no quanto eu perdi deixando você sair da minha vida. Corri com medo, medo da única coisa concreta que havia acontecido na minha vida. O tempo voou desde quando terminamos e sinto que não reconheço mais aquele sinônimo de imaturidade que eu era, você me modificou de uma forma irreversível.
Fizemos planos para um futuro glorioso para nós dois e tudo o que restou foi essa foto mofada pelo tempo dentro de um livro empoeirado.
Não queria que você tivesse se tornado uma lembrança, mas os planos que fazemos nunca saem como planejamos. Serei um eterno admirador de sua alma, alma que me amadureceu. Pena que essa foto voltará para dentro do livro que um dia foi um presente de amor e será a única prova que juntos um dia fomos reais.